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8/03/2009

Google Chrome OS

A Google está a desenvolver um novo sistema operativo para computadores pessoais (PC) - o Google Chrome OS - numa manobra que poderá mudar radicalmente o actual mercado, onde se estima que mais de 90 por cento dos PC ainda venham equipados com o sistema Microsoft Windows.

O Google Chrome OS poderá estar disponível em meados de 2010 e será inicialmente instalado apenas em netbooks, os pequenos portáteis de baixo custo que penetraram no mercado português há cerca de ano.

Para além desta notícia ser um duro golpe na actual hegemonia da Microsoft, a manobra da Google poderá igualmente significar um abalo no nicho de mercado actualmente dominado pelo sistema open source Linux, que levou a dianteira no mercado dos netbooks, embora recentemente esteja a perder a “guerra” para o Windows XP.

“Rapidez, simplicidade e segurança são os aspectos-chave do Google Chrome OS”, indicou a Google. “Estamos a desenhar o sistema operativo para ser rápido e leve, para arrancar e fazer a ligação à net em pouco segundos”, indicaram Sundar Pichai, vice-presidente do departamento de gestão de produto, e Linus Upson, director de engenharia da Google, num post conjunto publicado no blogue, adianta a BBC.

Ambos os responsáveis adiantaram ainda que “os sistemas operativos nos quais os actuais ‘browsers’ correm foram pensados numa era em que ainda não existia Internet” e que o OS é “a tentativa da Google de repensar aquilo que os sistemas operativos devem ser”.

“Estamos a redesenhar completamente a arquitectura de segurança subjacente ao OS para que os utilizadores não tenham que lidar com vírus, ‘malware’ e actualizações de segurança (...) Isso devia simplesmente funcionar”, indica a Google.

Uma "bomba" contra a Microsoft

Este anúncio poderá mudar drasticamente o actual mercado dos sistemas operativos, especialmente para a Microsoft, que ainda é a grande protagonista do sector, com uma quota de mercado estimada em cerca de 90 por cento.

“Esta quota é enorme”, indicou à BBC Rob Enderle, um conceituado analista do sector e presidente do Grupo Enderle. “Esta é a primeira vez que temos um OS verdadeiramente competitivo no mercado em vários anos. Isto é potencialmente perturbador e esta é a primeira tentativa real que alguém ‘dar cabo’ da Microsoft”. “Um dos grandes objectivos da Google é arrasar com a Microsoft e, sistematicamente, perseguir a sua quota de mercado”, disse o mesmo especialista.

Outro perito do sector, Stephen Shankland, da publicação especializada em tecnologia CNET, indicou igualmente, citado pela BBC, que isto poderá trazer consequências sérias para a Microsoft: “Isto mostra até que ponto a Google leva a sério a tarefa de fazer da web uma fundação não apenas para páginas estáticas mas para aplicações activas, tal como os Google Docs e o G-mail (...) Outro aspecto é o facto de abrir uma nova frente de competição com a Microsoft e, potencialmente, uma nova razão para que os reguladores anti-monopólio prestem atenção redobrada aos movimentos da Google”.

No seu popular blogue TechCrunch, o analista MG Siegler explicou, por seu lado, a sua análise desta manobra: “Vamos ser claros acerca do que isto representa: isto é a Google a lançar a mãe de todas as bombas sobre a sua rival, a Microsoft”.

No ano passado a Google já tinha lançado o seu “browser” Chrome, desenhado para pessoas que “vivem na web” e já lançou igualmente um sistema operativo para telemóveis, o Android, que também corre em netbooks.


in Publico.pt
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